<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605</id><updated>2012-02-05T12:30:36.463-08:00</updated><category term='Paulo Soriano'/><category term='Flávio de Souza'/><category term='Victor Meloni'/><category term='Tânia Souza'/><category term='Escritores de Terror escrevendo para crianças'/><category term='Afonso Luiz Pereira'/><title type='text'>Mundo Fantástico de Cor - contos infantis</title><subtitle type='html'>...εïз... Parte do Universo de Fantasia ...εïз...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-7271875529707567951</id><published>2010-08-19T19:09:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T19:21:54.255-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afonso Luiz Pereira'/><title type='text'>BALTUS, O DRAGÃOZINHO REJEITADO - Afonso Luiz Pereira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afonso Luiz Pereira &lt;/span&gt;mantém o site &lt;u&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://www.contosfantasticos.com.br/"&gt;Contos Fantásticos&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; e, para os amigos do &lt;u&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://forumdacamara.forumeiros.com"&gt;Fórum da Câmara dos Tormentos&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; - como todos sabem, foi onde surgiu este desafio aos escritores de terror -, ele não escreveria um conto "foufo", mas para mostrar que grandes autores passeiam por vários gêneros e estilos, Afonso surgiu com este conto encantador, divirta-se:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuis%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="Edit-Time-Data" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuis%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_editdata.mso"&gt;&lt;!--[if !mso]&gt; 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Nos seus primeiros minutos de vida, ele conseguiu abrir os olhos, esboçou alguns passos, mexeu levemente as asas, mas, infelizmente, não conseguiu expelir uma única chama, pequena que fosse, para provar uma das condições essenciais de sua espécie. Acreditem, Baltus veio ao mundo sem a habilidade de botar fogo pela boca! Nasceu com defeito, decretaram Os Sábios, para a vergonha e tristeza de seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esta rara fatalidade ocorria na vila dos Dragões, a tradição dizia que o infeliz deveria ser enviado para viver no meio da floresta, sozinho, longe dos seus. Mas Hiera, mãe de Baltus, não teve coragem de abandonar o filho a própria sorte. Por isso, desobedecendo os preceitos da tradição draconiana, ela o deixou perto de uma fazenda de humanos. Pois foi bem assim que Celly, numa linda manhã primaveril, quando recolhia os ovos do galinheiro, encontrou um dragãozinho cinza muito “foufo”. Baltus passou a ser, então, o bichinho de estimação da menininha, para o desespero dos pais dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, e o amor da garotinha pelo seu dragãozinho, que já não era tão dragãozinho assim, só fazia aumentar, do mesmo modo que o próprio também crescia. Mas Celly, mesmo sendo uma garotinha ingênua, começou a perceber que Baltus não era um dragão comum. Além da falta das corriqueiras cuspidelas de fogo, que todo bom dragão costumava dar, o seu “bichinho” gostava de nadar no lago, próximo à fazenda. O fato era muito estranho, porque afinal de contas, que ela soubesse, nunca ouvira falar de dragão que gostasse de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dias de festas, nas ocasiões em que os fazendeiros se reuniam na pequena cidade de Otranto para trocar os produtos das fazendas, não era raro ver a pequenina Celly andando orgulhosa, impávida, dentro dos seus passinhos miúdos, levando o portentoso Baltus para passear. O povo ria da menina, a pobrezinha, lutando para arrastar o dragão pela coleira, na intenção de querer levá-lo para os quatro cantos da Feira dos Legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias da dupla insólita acabaram chegando à Vila dos Dragões. Os Sábios ficaram indignados em saber que um dos seus membros estava sendo motivo de chacota, envergonhando toda a classe draconiana do reino. Era impossível, para eles, imaginarem um animal tão altivo e guerreiro ser manobrado por uma menininha, como se fosse um cachorro. Então, uma comitiva de Dragões investigadores se dirigiu à cidade de Otranto e logo descobriu-se que o “bobo da corte” não expelia fogo de jeito nenhum. Ora, só podia ser o filho rejeitado de Hiera! Os Sábios decidiram expulsá-la, juntamente com o seu companheiro, à solidão da floresta, como punição por ela contrariar os preceitos da tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a encrenca toda não parou por aí, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dragões e os humanos tinham regras de convivência estabelecidas já de há muito tempo. Os humanos compartilhavam as frutas, verduras e legumes com os dragões, que não sabiam como retirar do solo a comida para o seu próprio sustento, e estes, em retribuição, ofereciam proteção aos fazendeiros contra os povos guerreiros de outras nações. Os dragões exigiram que Baltus fosse enviado, também, à floresta na companhia dos pais. Eles deveriam viver no exílio para sempre. E, aí já viu, né? Celly abriu um berreiro que se podia ouvir a quilômetros de distância. Mas não teve jeito. Baltus foi obrigado a botar a cola entre as pernas, deixando a garotinha aos prantos. Foi uma tristeza de dar dó, coitadinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois, a saudade no peito de Celly era por demais da conta. De vez em quando, a garotinha passava a esgueirar-se, discretamente, para dentro da floresta. Ninguém tinha o direito de impedir uma amizade tão bonita, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meses passaram-se sem muitas novidades. No entanto, o destino dá as suas voltas, e, vira e mexe, acaba cobrando das criaturas que vivem sobre a terra, o preço das suas injustiças. No final daquele mesmo ano, na estação das colheitas, uma forte estiagem tomou conta da região do Vale de Otranto. As plantações mirravam a olhos vistos, e estariam totalmente comprometidas, caso as chuvas tardassem a cair por mais alguns dias. Humanos e dragões, para evitar a fome, decidiram se reunir para estudar o problema da seca. E não é que o filhote de Tagor, o líder supremo dos Sábios Dragões, depois de comer todas as maçãs de uma cesta, deu um baita arroto na direção de uma plantação de milho? Arroto de dragão, como se sabe, não é que nem arroto de gente! O que saiu da boca do herdeiro de Tagor foi uma labareda intensa, feito um lança-chamas! O fogo na palha do milho alastrou-se como pólvora. Foi um desespero. Tinha-se inaugurado a primeira queimada em grande escala nas terras de Otranto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A correria foi grande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada morador e dragão da região foram convocados para ajudar. Em meio à fumaça e o desespero de apagar o fogo impetuoso, o pai de Celly deu por falta de sua única filha. Enquanto no céu, dragões e mais dragões carregavam pequenos baldes de madeira, abastecidos com água do riacho próximo, para jogar na grande fogueira, e centenas de homens e mulheres batiam roupa para abafar as labaredas, o pai da menina se esgoelava, no meio do caos, enlouquecido de preocupação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Celly, Celly, minha filha, onde você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, surpreendentemente, veio de algum ponto no céu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Aqui, papai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não é necessário ser um gênio para saber o que virá a seguir, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, dragões e humanos ficaram pasmos quando viram a menina montada no pescoço do dragão cinza rejeitado. E todos ficaram mais pasmos ainda, quando perceberam a barriga inflada de Baltus, que vinha num voo rasante, e, numa manobra precisa, abrindo a bocarra, lançou um jato d’água largo e duradouro por sobre a enorme fogueira. O bombeiro voador não precisou mais do que duas viagens de barriga cheia para dar conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Para não alongar ainda mais a história, faço um resumo dos fatos que se seguiram: Baltus tornou-se herói para os humanos e dragões, tornou-se o maior borrifador de plantações, em épocas de estiagem, obteve sua condição de igual dentro da nação draconiana e visitava a menina Celly quase todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, todos viveram felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ia esquecendo, o filho de Tagor levou um baita cascudo no cocoruto para aprender a arrotar direito. Ora bolas, vamos combinar, que bichinho desastrado era aquele!!!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-7271875529707567951?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/7271875529707567951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/08/baltus-o-dragaozinho-rejeitado-afonso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/7271875529707567951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/7271875529707567951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/08/baltus-o-dragaozinho-rejeitado-afonso.html' title='BALTUS, O DRAGÃOZINHO REJEITADO - Afonso Luiz Pereira'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TG3lGOlPXTI/AAAAAAAABn8/yCiw9nfgL60/s72-c/dracomenina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-8713719842131145287</id><published>2010-07-24T16:33:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:51:32.478-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Soriano'/><title type='text'>O Relógio - por Paulo Soriano</title><content type='html'>&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;O grande escritor de LitFan e amigo querido &lt;a href="http://www.contosgrotescos.com.br/principal/" style="font-style: italic;"&gt;&lt;u&gt;Paulo Soriano&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; é mais um dos desafiados para escrever um conto para crianças que aceitou e o resultado é fantástico.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;O Relógio&lt;/span&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuis%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: normal;"&gt;Para Celly&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;- Annabella - disse o moleiro -, é tempo de ir à vila vender a minha farinha. Você é quase uma mocinha e saberá cuidar-se bem. Tome conta da casa com o mesmo cuidado que a sua mãe cuidaria, se viva fosse. E não abra a porta para estranhos. Estarei de volta amanhã à noitinha.&lt;br /&gt;A menina de 12 anos abraçou o pai, dizendo que ficaria bem.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, bateram-lhe à porta.&lt;br /&gt;- Quem bate? - perguntou a menina.&lt;br /&gt;- Um pobre homem que precisa de ajuda - respondeu alguém.&lt;br /&gt;Annabella correu à janela e abriu a veneziana.&lt;br /&gt;- O que o senhor deseja? - indagou Annabella, olhando, assustada, para o homem. Realmente, era com um horrível ancião que a menina falava.&lt;br /&gt;- Não tenha medo de mim. Apesar de minha aparência, tenho bom coração.&lt;br /&gt;- Meu pai não me deixa falar com gente estranha Eu sinto muito, mas não posso ajudá-lo.&lt;br /&gt;Annabella já ia fechar a veneziana, quando o homem implorou:&lt;br /&gt;- Linda criança, se você não me socorrer, eu morrerei!&lt;br /&gt;- De que o senhor precisa?&lt;br /&gt;- Eu era relojoeiro - prosseguiu o velho homem -, mas agora vivo a esmolar. Tudo por causa de um encanto de uma fada má e ciumenta. Eu quase não enxergo mais, minhas mãos são fracas e trêmulas. Assim, não consigo dar corda ao relógio. Preciso que você o faça, antes que ele pare. Se ele cessar os movimentos, eu morro imediatamente. E, neste preciso instante, a corda está acabando.&lt;br /&gt;A menina abriu a porta pediu que o homem entrasse.&lt;br /&gt;- Dê cá o relógio - disse Annabella.&lt;/div&gt;- Boa menina - disse o homem, aliviado, em tom de confidência -, quanto mais corda você der, maior será a &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEt5Vxk3OaI/AAAAAAAABls/icgEe5qyT7k/s1600/relogio-bolso.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497621185127987618" src="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEt5Vxk3OaI/AAAAAAAABls/icgEe5qyT7k/s400/relogio-bolso.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 227px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 302px;" /&gt;&lt;/a&gt;minha sobrevida.&lt;br /&gt;Annabella era uma criança compassiva. Pediu ao homem que se sentasse próximo à lareira e que alimentasse a chama. E se pôs a dar corda ao relógio inteira. Quando, exausta, concluiu a tarefa, o galo já cantava, porque o sol estava quase a nascer.&lt;br /&gt;- Muito obrigado! - disse o velho homem. - Você não só salvou a minha vida como me encheu de anos. Como sinal de gratidão, eu lhe dou um presente.&lt;br /&gt;O ancião meteu a mão na algibeira e de lá retirou um relógio de latão.&lt;br /&gt;A princípio, a menina não ficou satisfeita com o que ganhara, já que o relógio era muito velho e sem valor. Mas, como nada exigira em troca de seus serviços, o aceitou de bom grado, imaginando que a quinquilharia teria alguma serventia ao seu pai. O velho, agradecido, continuou:&lt;br /&gt;- Este relógio é especial. Uma boa fada pôs nele um encanto. Se você adianta o relógio, envelhece. Se atrasa, rejuvenesce. Mas você deve usá-lo com sabedoria, pois somente por três vezes o relógio servirá a você.&lt;br /&gt;E, dizendo isto, o ancião partiu.&lt;br /&gt;Annabella guardou o presente em seu pequeno baú, juntamente com seus brinquedinhos, fitas e adereços preferidos e esperou, pacientemente, por uma oportunidade de desfrutar de seus encantos.&lt;br /&gt;A ocasião veio alguns meses depois.&lt;br /&gt;Arautos do rei Edgar anunciaram uma grande festa, à noite, no salão do palácio de Cronos, em comemoração aos 18 anos do príncipe herdeiro.&lt;br /&gt;Quando soube do espetáculo, Annabella murmurou consigo mesma:&lt;br /&gt;- Quem me dera ser um tanto mais velha! Na minha idade, não me deixarão entrar no baile!&lt;br /&gt;De súbito, os olhos de Annabella se iluminaram. Sim, era isso!&lt;br /&gt;Annabella correu ao baú, colheu o relógio e, com grande ansiedade, à frente do espelho do quarto, pôs-se a dar voltas no dispositivo da corda, fazendo com que os ponteiros se deslocassem velozmente para a direita. E, à medida que os ponteiros deslizavam sobre o marcador, Annabella vislumbrava, com o coração acelerado, as transformações em seu corpo e em sua face.&lt;br /&gt;Quando Annabella parou, já não mais era uma criança: era uma linda jovem, no esplendor da adolescência.&lt;br /&gt;Aproveitando-se da ausência do pai, que fora à vila mercar a farinha de trigo, Annabella vestiu as roupas de gala da mãe, que falecera no inverno anterior, e rumou, alegre, para o palácio de Cronos.&lt;br /&gt;Que festa maravilhosa! O belo e gentil príncipe Allan estava deslumbrado. Não tinha olhos para ninguém, exceto para Annabella, com quem bailou toda noite. Mas, quando o sol desprendeu os seus primeiros fios dourados de luz, Annabella despediu-se do príncipe e retornou a casa. Lá, com a ajuda do relógio, voltou ser a menina de apenas 12 anos.&lt;br /&gt;O príncipe Allan, que se apaixonara perdidamente pela moça, percorreu todo o reino, à sua procura. Por isso, certa tarde, bateu à porta da casa do moleiro que, com grande satisfação, fez o príncipe entrar.&lt;br /&gt;Vendo Annabella sentada junto à lareira, a bordar com esmero um pano de prato, o príncipe exclamou:&lt;br /&gt;- Onde está a irmã mais velha dessa garota? Vejo que ela se parece muito com a minha amada.&lt;br /&gt;- Oh, príncipe Allan - respondeu o moleiro -, ela é a minha única filha.&lt;br /&gt;Admirada, Annabella olhou para o príncipe. Seu coração acelerou. A face corou. E as mãozinhas puseram-se a tremer. Então, disse Annabella:&lt;br /&gt;- É verdade, príncipe. Sou filha única. Não tenho irmã.&lt;br /&gt;O príncipe retornou ao palácio de Cronos com a alma &lt;st1:personname productid="em destro￧os. E" st="on"&gt;em destroços. E&lt;/st1:personname&gt; jurou que jamais se casaria com outra mulher que não fosse a moça de seus sonhos, aquela jovem maravilhosa com quem bailara no salão de festas do palácio de Cronos.&lt;br /&gt;Os anos se passaram. Annabella cresceu e tornou-se uma linda adolescente.&lt;br /&gt;Certa feita, estando o pai acamado, Annabella teve de ir à feira, mercar a farinha de trigo. Estava a moça a combinar o preço com um feirante, quando dela se aproximou um belo rapaz. Annabella o reconheceu imediatamente. Era o príncipe Allan.&lt;br /&gt;- Acho que minhas buscas terminam aqui - disse, admirado, o príncipe. - Você não é a jovem que bailou comigo até o amanhecer?&lt;br /&gt;- Sim! - respondeu Annabella.&lt;br /&gt;Uma semana depois, para a alegria de todos, Annabella e Allan estavam casados. Nunca houve uma festa tão suntuosa no reino de Rellog.&lt;br /&gt;Como o tempo não perdoa ninguém, Annabella envelheceu.&lt;br /&gt;Estava ela – agora rainha - já bem idosa, muito doente, e pareceu que iria morrer.&lt;br /&gt;- Minhas horas estão contadas - disse Annabella ao rei Allan. - Morrerei em breve!&lt;br /&gt;- Ah, querida! Eu faria tudo para que suas horas fossem prolongadas!&lt;br /&gt;A face de Annabella encheu-se de um estranho fulgor. Ela havia se lembrado do ancião, cuja vida salvara. E, também, do velho relógio, que, há muitos anos, havia guardado no baú de miudezas.&lt;br /&gt;Seguindo as instruções de Annabella, os pajens trouxeram a ela o relógio de latão. Então, com as mãos incrivelmente firmes, Annabella pôs-se a movimentar os ponteiros para a esquerda. Admirado, o rei Allan viu que sua amada, aos poucos, rejuvenescia.&lt;br /&gt;- Annabella, você já não é mais uma mulher idosa. Por milagre, você está com a mesma aparência que tinha quando eu a conheci! Já não posso ficar com você, visto que sou um homem idoso e você, tão jovem, não há de me querer.&lt;br /&gt;- Este relógio é especial - respondeu Annabella. - Uma boa fada pôs nele um encanto. Se você adianta o relógio, envelhece. Se atrasa, rejuvenesce. Mas você deve usá-lo com sabedoria, pois somente por três vezes o relógio terá serventia.&lt;br /&gt;O rei agradeceu.&lt;br /&gt;Neste mesmo dia, o povo de Rellog teve uma grata surpresa: os seus soberanos eram jovens novamente. Teriam muitos, muitos anos de prosperidade pela frente, sob a prudente autoridade de monarcas justos e generosos.&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; font-weight: normal;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; font-weight: normal;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; font-weight: normal;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-8713719842131145287?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/8713719842131145287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/07/o-relogio-por-paulo-soriano.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/8713719842131145287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/8713719842131145287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/07/o-relogio-por-paulo-soriano.html' title='O Relógio - por Paulo Soriano'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEt5Vxk3OaI/AAAAAAAABls/icgEe5qyT7k/s72-c/relogio-bolso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-2383869275451234249</id><published>2010-07-22T19:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:47:49.125-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tânia Souza'/><title type='text'>O Desafio das Cores - por Tânia Souza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;u&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://descaminhossombrios.blogspot.com/"&gt;Tânia Souza&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; passeia pela LitFan, através de contos e poesias sombrias, e desta vez apresenta um conto 'foufo'. Tânia é uma amiga querida, de incrível talento e doçura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Desafio das Cores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="color: rgb(153, 51, 153);" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuis%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entre os diversos mundos que existem no Universo da Fantasia, um era o mais assustador e temido por todos os seres: o Reino Umbroso. Neste mundo escuro vivia um rei muito poderoso, o Rei Medo. Um imperador tão antigo como o homem que vivia no mundo superior. O Rei sempre esteve presente na história da humanidade, seus impulsos guiavam a terra das sombras por caminhos inomináveis. As feras e monstros eram seus servos mais fiéis... O sonho da realeza era permanecer nos corações humanos ceifando qualquer esperança. Seus soldados possuíam poder imensurável, vampiros, lobisomens, homúnculos, grous, trolls, ogros, bruxas, entre outros, todos ousavam ir ao mundo superior a serviço do Rei. Mas nem sempre eram bem sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pois havia no Reino Umbroso um povo de heróis, os Escritores Sombrios. De suas mentes e lápis escuros como a noite, surgiam lendas e histórias tenebrosas que eram lembradas por muitas eras na Terra dos Homens. Estas histórias assustavam. Mas quando o narrador dizia Fim, todos sabiam que o sol nasceria novamente. Todos podiam sentir que o universo era cheio de fantasia e sempre a luz surgiria. A eles, aos escritores, os Reis da Fantasia, no Equilíbrio de Todas as Coisas, delegaram a estas gentis criaturas o doce e doloroso ofício de dar vida ao medo, tecer as sombras para que todos pudessem saber que existiam e aprender a não se deixar dominar por elas. Pois o Rei Medo era poderoso, podia se infiltrar em corações desavisados e assim, criar mais soldados das sombras.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Certa época, os escritores andavam tristes, a inspiração parecia ter ido embora, tudo se tornara tão comum e o Rei Medo continuava seus planos de dominação. Por estes dias melancólicos, os grandes Reis da Fantasia nomearam uma nova heroína para o reino. Lady Cell chegou e logo assumiu seu papel. Novas histórias continuavam nascendo todos os dias, mas a falta de inspiração prosseguia. O medo ameaçava....&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma noite de tempestade, quando raios assumiam formas tenebrosas, Lady Cell teve um sonho, uma inspiração. Nesta noite, um nobre cavaleiro dos sonhos falou com ela. No dia seguinte, a jovem reuniu os Escritores Sombrios. Um desafio estava lançado. Naquele dia, ninguém deveria contar sobre os seres noturnos, os seres nefastos, ninguém deveria escrever sobre os servos do Rei Medo. Naquele dia, todos deveriam escrever contos para o Mundo Fantástico de Cor, um mundo de contos infantis onde tudo fazia parte do Universo de Fantasia. Um murmúrio de espanto percorreu a platéia que se formara, Lady Cell sorriu e confirmou o inusitado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Foi um tempo de espanto, muitos daqueles escritores se perguntavam para que serviria tanta delicadeza e fantasia, afinal, os Escritores dos Sonhos Azuis escreviam sobre Mundo Fantástico de Cor há muitas e muitas eras. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Entretanto, todos, um a um, resolveram aceitar o desafio e em cada manuscrito, a beleza e o sonho tomavam cores, a superação e a alegria formavam lindos painéis literários.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando o dia findou, o Reino Umbroso permanecia escuro, mas no coração de cada um dos escritores sombrios, brilhava uma luz radiante, sim, era possível sonhar. Lembraram-se de que, na essência de cada um, existia a delicadeza de moldar o medo sem ser o medo. Foi um tempo de grande emoção e por muitos e muitos séculos, o Rei Medo seria sim lembrado, mas nunca reinaria definitivamente no coração dos homens, pois todos sentiam que um dia, as sombras e as cores se encontrariam no Mundo Fantástico ao qual pertenciam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEj9_UMYiJI/AAAAAAAABlU/E2GeLPyIAnk/s1600/Menina-mo%C3%A7a+lendo+%28LINDO%29.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEj9_UMYiJI/AAAAAAAABlU/E2GeLPyIAnk/s400/Menina-mo%C3%A7a+lendo+%28LINDO%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496922609399924882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;...εïз...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Para Celly Borges, uma amiga talentosa e muito querida, que sabe como ninguém descobrir o melhor em cada um. Obrigada por você existir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;...εïз...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Ah, creio que não se trate exatamente de um conto infantil, possivelmente algumas crianças corram apavoradas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;...εïз...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Prometo tentar algo mais colorido... um dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;...εïз...&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-2383869275451234249?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/2383869275451234249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/07/o-desafio-das-cores-por-tania-souza.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/2383869275451234249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/2383869275451234249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/07/o-desafio-das-cores-por-tania-souza.html' title='O Desafio das Cores - por Tânia Souza'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/TEj9_UMYiJI/AAAAAAAABlU/E2GeLPyIAnk/s72-c/Menina-mo%C3%A7a+lendo+%28LINDO%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-196800561435649892</id><published>2010-05-22T21:21:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T17:27:58.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritores de Terror escrevendo para crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Victor Meloni'/><title type='text'>Da Quádrupla Razão do Princípio de Razão Suficiente, ou Uma Teoria da Explicação* - por  Victor Meloni</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Mais um conto para o desafio proposto aos escritores de Terror, desta vez&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contosominosos.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;u&gt;Victor Meloni&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt; aceitou o desafio... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cuidado&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes somos, pelo menos eu sou, com toda sinceridade das verdades que  consigo inventar, colocados frente a frente com situações tão ímpares,  tão singulares, que fugimos imediatamente para aquele lugarzinho seguro  lá no fundo, bem lá no fundo, da nossa pequenina cabeça. Um lugar  fisicamente limitado, mas abstratamente sem limites. Ok. Agora você acha  que me pegou, não é? Afinal, acabo de fazer duas afirmações sobre a  mesma coisa aparentemente incoerentes. Mas esta impressão é apenas uma  armadilha, muito bem feita por sinal, para nos desviar daquilo que não  vemos, mas podemos enxergar. Por que são duas coisas completamente  diferentes! Ah, isso sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como ia dizendo à vocês,  esporadicamente me deparo com agentes (sim, bom termo) insólitos,  daqueles que dançam nas pistas coloridas da imaginação, daqueles que nos  olham com vontade, que sorriem com a sinceridade que perdemos na nossa  tediosa caminhada ao amadurecimento. E nestas ocasiões ensaio os passos  incondicionalmente necessários, aqueles que deixamos para trás, que  faziam cócegas nos pés descalços. Descalços de modelos, de estereótipos  preconceituosos. De padrões empurrados à força, e consentidos em  anestesia. Você se lembra da última vez que esboçou passear por este  salão esquecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentinho, Verdinho e Lupinho. Estes são os meus  acompanhantes nesta noite incrível. Não que outros inexistam. De maneira  alguma! Pleno de seres fantásticos. Use o literal e o metafórico para  entender esta afirmação. Alias, é absolutamente necessário, se quiser  ter crédito aqui. Estes três fazem dos sabores comuns, uma mistura  frenética. Um verdadeiro ménage a trois de retórica e prática! São tão  bonitinhos fazendo isto. Tão fofinhos. Com seus tamanhos distintos, suas  preferências antagônicas, suas antíteses existências. Que trio  convincente. E eu aqui, fazendo parte da bagunça. Dormindo e acordando  sem saber se tudo era onírico, se tudo era físico, material. Que beleza.  Aquela, da qual os poetas falam. Que intensa, não? Tangível! Sensível!  Infinita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dancei a noite toda. O dia todo. Estado atemporal, na  verdade. Mesmo que eu a tenha inventado, lembra? E não é assim?  Verdinho, Dentinho e Lupinho. Sempre comigo. Dentro, e fora, do meu  coração. Da minha cabeça. Pequenina e gigante. A teoria que explica tudo  isto ainda está lá, na prateleira de número....É isto! Quando me  lembrar, perderá a graça. Mas a estante é sólida. Isso é. Como a vontade  que temos em acreditar. Chega a doer de tão bom, não é mesmo.  Suspiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;* Título da tese de doutorado do filósofo alemão  Arthur Shopenhauer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-196800561435649892?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/196800561435649892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/05/da-quadrupla-razao-do-principio-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/196800561435649892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/196800561435649892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/05/da-quadrupla-razao-do-principio-de.html' title='Da Quádrupla Razão do Princípio de Razão Suficiente, ou Uma Teoria da Explicação* - por  Victor Meloni'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-6891366461692997756</id><published>2010-04-02T10:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T21:29:14.786-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritores de Terror escrevendo para crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flávio de Souza'/><title type='text'>A menina e o pássaro - por Flávio de Souza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Os autores de Literatura Fantástica - mais precisamente de Terror - do &lt;u&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://forumdacamara.forumeiros.com/forum.htm"&gt;Fórum da Câmara dos Tormentos&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;, foram desafidos por mim para escrever histórias infantis, &lt;u&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.flaviodsouza.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flávio de Souza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; aceitou o desafio e nos presenteia com este conto lindo, ou, nas palavras do próprio autor, "foufo".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Boa viagem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: arial;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuis%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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As últimas gotas de uma chuva forte caíam contra o zinco que protegia a sacada do seu quarto. Ela gostava desse ruído. Ao olhar pelo vão do seu contato com o mundo, seu peito encheu-se de alegria. Uma felicidade espontânea e autêntica, algo raro em sua vida solitária, mas que sempre surgia em ocasiões como aquela, dias em que um arco multicolorido enfeitava os céus, apontando a direção de um tesouro escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não se cansava de reproduzir aqueles traços com seus bastões de cera, esperava encontrar, estampada na folha branca, a perfeição captada por seus olhos infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu coração guardava o desejo de sentir o toque fresco e verde do gramado em seus pés descalços. Queria o abraço reconfortante do vento numa caminhada acelerada. Sonhava com o arrepio gela&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S7YoGcmOm9I/AAAAAAAABUc/_7cfldz9zkM/s1600/menina+com+p%C3%A1ssaro2.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 219px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S7YoGcmOm9I/AAAAAAAABUc/_7cfldz9zkM/s400/menina+com+p%C3%A1ssaro2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455592089826794450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;do do riacho acanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida era limitada. Rédeas impostas pela inoperância das pernas. Ela não tinha amigos. Na escola era rejeitada, tinha apenas as rodas como companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nascer de um dia tão bonito trazia consigo um complemento ainda mais prazeroso: os acordes de uma melodia encantadora, executada por um artista que há muito a pequena observava. Ele sempre surgia do nada, vencia os obstáculos das folhas cheirosas da mangueira, postava-se sobre a marquise da varanda e iniciava seu canto. Os olhos da menina se encantavam com o amarelo reluzente de sua plumagem. Era como se ele fosse uma jóia de ouro trabalhada com o requinte discreto de uma esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro parecia lhe oferecer algo raro: a companhia de uma amizade. Em todos os seus encontros matinais ela lhe estendia a mão recheada de sementes, mas ele sempre seguia seu caminho, proporcionando mais tristeza à sua depressão. Entretanto, naquela manhã colorida, o ser emplumado se aproximou e começou a bicar com desenvoltura os diminutos grãos. Ao perceber o vazio na mão, e a conseqüente partida do visitante, a menina, num ato reflexo, enlaçou o pequenino em seus dedos, colocando-o, em seguida, numa gaiola enfeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou feliz, pois nunca mais se sentiria solitária naquele quarto. Teria sempre consigo a presença de um amigo que jamais tivera. Ele lhe presentearia com a beleza de suas penas e com a alegria do seu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias se passaram. Decepcionada, a menina percebia algo que sua ingenuidade impedira que notasse antes: a amizade não poderia ser imposta. A mudez e a apatia da ave lhe ensinaram isso. Assim ela entendeu que estava fazendo algo terrível ao seu amigo. Ela estava lhe privando do que mais apreciava e invejava na vida. Ela havia lhe tomado a liberdade, a capacidade de ir e vir quando bem entendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a portinhola aberta, o pássaro ganhou os céus com a velocidade garantida pelas asas. Rumou direto para a árvore de frutos suculentos. Mas, de maneira diferente do habitual, ele rodeou, rodeou, sem se manter fixo entre os galhos. Então, pousou no chão, rente ao robusto tronco. A menina estranhou de início, porém, com pavor pôde constatar a dureza da realidade: na relva estavam os restos de um ninho, ainda era possível enxergar vestígios de cascas de ovos misturados às folhas caídas.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;A ave, de plumagem tão semelhante à bandeira que a tia lhe apresentara na escola, alçou vôo, ganhou os céus, e não mais voltou. Por dias a pequena se remoeu pela dor do remorso. Ela chorou. Chorou nos dias em que o sol se mostrava tão dourado quanto os cachos dos seus cabelos. Chorou quando a grama estava tão verde quanto as esferas em seus olhos. Chorou mais do que as nuvens cinzentas de um céu carregado. Chorou até se sentir seca e vazia. Ela tentava entender as palavras que a mãe lhe dizia em consolo: “a vida tem seus mistérios, mas o maior mistério é a própria vida”. Sem conseguir compreender, ela foi vencida pelo cansaço e abraçada por um sono sem unicórnios, golfinhos ou joaninhas. Naquela noite, nenhum sonho lhe tocara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, ela acordou com um som agradável. A posição de sua cama lhe permitia observar toda a extensão do jardim. Aos pés da mangueira, cantando mais forte do que nunca, estava um &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S7YszT5C0oI/AAAAAAAABUs/Pz8J_9yWVww/s1600/passaro.gif"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 150px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S7YszT5C0oI/AAAAAAAABUs/Pz8J_9yWVww/s400/passaro.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455597258630419074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;velho conhecido. O pássaro saltitava ao redor de três belas flores de pétalas douradas e folhas verdes. Um jato d’água cortava o ar, despejando filetes no gramado frondoso. Os raios do sol encontravam as gotículas gerando os traços coloridos que a menina tanto gostava. Havia um outro canto naquela manhã. A voz de sua mãe ecoava pelo quintal, num dueto com a ave. Com uma das mãos ela regava o jardim, com a outra, espalmada, alisava o ventre, exalando felicidade. Ela sorria e seu sorriso era contagiante. Os lábios da menina retribuíam aquela manifestação espontânea. E mais do que isso, a composição daquele cenário, sem palavras, mandava embora a tristeza que insistia em fazer morada em seu peito. Ela estava feliz. Pela volta do amigo, pela existência da mãe e por sentir que logo não seria mais solitária. Pois, em breve, teria com quem brincar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-6891366461692997756?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/6891366461692997756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/04/menina-e-o-passaro-por-flavio-de-souza.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/6891366461692997756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/6891366461692997756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/04/menina-e-o-passaro-por-flavio-de-souza.html' title='A menina e o pássaro - por Flávio de Souza'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S7YoGcmOm9I/AAAAAAAABUc/_7cfldz9zkM/s72-c/menina+com+p%C3%A1ssaro2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-91291776854517605.post-2611530283474177711</id><published>2010-02-12T12:06:00.000-08:00</published><updated>2011-06-14T16:48:51.966-07:00</updated><title type='text'>Nós, nossos livros e nossos tênis coloridos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O ônibus parou, alguns passageiros subiram. Um deles, você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para todos os lados, bem calmamente. Havia bancos livres, mas algumas pessoas permaneciam em pé. Eu via tudo da última fileira no banco do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, meu livro e meu All Star vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia sol. Parecia que o dia seria de trevas. Mas havia um brilho em torno de mim e outra fonte de luz, que percebi mais a frente, era você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sorriu e veio para o final do ônibus, sentou-se ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, seu livro e seu tênis preto e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos para todas as pessoas, apagadas e sem vida. Nós dois iluminados.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S3W1GZCMq_I/AAAAAAAABMU/GMDgZ4RlRCE/s1600-h/all_star03.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 285px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S3W1GZCMq_I/AAAAAAAABMU/GMDgZ4RlRCE/s400/all_star03.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437451246523689970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ficamos juntos até que chegou seu ponto. Você desceu. E eu olhei para trás. Virei para frente e continuei meu destino, junto com o ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia nos encontraríamos. Um dia tão iluminado quanto este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, nossos livros e nossos tênis coloridos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/91291776854517605-2611530283474177711?l=mundofantasticodecor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/feeds/2611530283474177711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/02/nos-nossos-livros-e-nossos-tenis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/2611530283474177711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/91291776854517605/posts/default/2611530283474177711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundofantasticodecor.blogspot.com/2010/02/nos-nossos-livros-e-nossos-tenis.html' title='Nós, nossos livros e nossos tênis coloridos'/><author><name>Celly Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15377401987136917738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-X7jlIh2rhqI/TyX7BjtK4mI/AAAAAAAAC_4/WHd6z0WylDY/s220/IMG1165-012.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oKwEQwcM0B0/S3W1GZCMq_I/AAAAAAAABMU/GMDgZ4RlRCE/s72-c/all_star03.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
